terça-feira, julho 03, 2007

O terrorista americano

Raptos, prisões secretas e atentatórias do Direito Internacional, escutas ilegais, violação de correspondência, tentativas de assassínio de adversários políticos, espionagem, torturas à revelia da Convenção de Genebra e todo o tipo de conspirações constituem as chamadas "jóias de família" da CIA, um conjunto de documentos que, por deixarem de ser secretos, começaram a ser publicamente divulgados no passado dia 25 e revelam algumas das acções clandestinas encobertas e levadas a cabo pela agência norte-americana entre 1953 e 1978. São 25 anos de atrozes ilegalidades condensadas em 693 páginas que testemunham o terrorismo de Estado praticado em permanência pelo "polícia do mundo". Mesmo assim, muitas partes das "jóias de família" (que estranha e provocatória designação!) estão omitidas, pelo que nem tudo foi tornado público.
Um blogue do New York Times vai analisar a informação agora trazida a lume. Quem quiser pode nele acompanhar as provas de quão perigoso é o «amigo americano» e ver provas documentais de como se faz a defesa da democracia e se concretizam as liberdades individuais e se respeita a dignidade humana na perspectiva do diabólico Tio Sam. Manter a hegemonia imperialista custa muito... sangue!

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2 Comments:

Blogger antonio said...

Puxa! Por momentos pensei que estavas a falar de Portugal! Mas afinal a violação de correspondência, escutas ilegais, bufaria em geral, perseguição a cidadãos mal comportados, etc... é lá nas terras do Bush! Uf! Que susto.

O que está errado, errado está.

Mas estas notícias podem sempre fazer-nos reflectir: e se em Portugal houvesse esta prática de registar tudo o que se faz, mesmo o inconfessável, e revelar tudo a prazo fixo? Sem que o poder político nada possa fazer?

11:08 da tarde  
Blogger morffina said...

Central Imperialist Agency

7:34 da tarde  

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