quarta-feira, julho 02, 2008

Em ninho de cucos / 21

Como se comprova pela notícia, Cavaco Silva foi ao Vaticano reunir com o representante de Deus na Terra. Entre os pontos da ordem de trabalhos constou a regulamentação da Concordata, que isto de amizades é muito bonito mas só se houver alguma compensação que valha a pena, mesmo que os benefícios não sejam tão proveitosos como a Concordata de 1929 com Mussolini - não se entra no céu por dá cá aquela palha nem se fazem discriminações entre ditadores e democratas...
Mas os dois chefes de Estado conferenciaram igualmente sobre o estado do mundo e, nessa conformidade, decerto abordaram a pedofilia do clero católico, as finanças da Santa Sé, a saudade sentida pelo Estado Novo, pelo «dia da raça», por Salazar e o cardeal Cerejeira, pela Inquisição em Portugal e a matança de judeus, hereges, bruxas e homossexuais; isso para não aumentar a latitude dos vaticanos feitos e rememorar a Contra-Reforma, a chacina dos cátaros no Languedoc pelo papa Inocêncio III, o genocídio de culturas na América, em África ou na Ásia, a «Taxa Camarae» com que o papa Leão X ficou para a posteridade como um dos maiores sovinas e ladrões da história, as rentabilíssimas bulas (Cavaco ofereceu mesmo ao papa um exemplar encaixilhado da bula concedida a Afonso Henriques pelo papa Alexandre III) que encheram os sagrados cofres papais, entre tantos outros feitos que abrilhantam e dignificam o esplendor da santa madre igreja católica romana.
Será que Bento XVI mostrou ao nosso presidente as salas e os quartos onde durante séculos se fizeram banquetes e orgias e onde incontáveis papas - como, e só para citar alguns por ordem cronológica, Sotero, Cornélio, João VIII, Adriano III, Romano, Bento IV, Sérgio III, João X, João XI, João XII, Leão VIII, Clemente VI, Alexandre VI, etc. - «paparam» adolescentes, adúlteras e meretrizes? Ou as caves onde se realizaram autos-de-fé e se sentenciaram com a morte milhares de inocentes?
Enquanto se fizerem estas visitas oficiais aos presumíveis e presumidos sucessores de Pedro, há mesmo muitas razões para se falar sobre o estado do mundo!

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segunda-feira, maio 12, 2008

Em ninho de cucos / 20

Ontem, em plena missa de Pentecostes, Bento XVI tropeçou e caiu de costas, num exercício de destreza física quase tão exigente como o de Fidel Castro há uns anos - acontece aos piores! Porém, ao contrário das más línguas, considero que os «sumo pontífices», uns após outros, são inequivocamente bafejados com a asa da protecção divina e o amparo do Espírito Santo: afinal, com toda aquela indumentária efeminada, o que surpreende e admira é que não tombem mais vezes...
Versão não oficial da notícia ventilou que, instantes antes do inesperado mergulho, ter-se-á ouvido uma voz a comentar na Basílica de São Pedro que "o pecado é a queda do homem", o que reforça a ideia de que os desígnios do altíssimo são deveras insondáveis, mas não se fazem esperar. Contudo, esta versão dos factos foi prontamente desmentida por uma outra, oriunda de fontes próximas da sagrada adega do Vaticano: antes de se iniciar a missa, jovens acólitos terão reparado que o vinho destinado ao serviço eucarístico havia sumido e outros viram Sua Santidade a soluçar, provavelmente contristado por tão estranha evaporação...
Mais tarde, Bento XVI teve de enfrentar novo imprevisto, a saber, a falha do microfone com que falava aos fiéis. Decididamente, Deus é um brincalhão e a Igreja italiana continua na busca do equilíbrio!

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quarta-feira, maio 07, 2008

Só eles sabem porque não ficam em casa

Notícias assim são a prova da pertinência e lucidez do aforismo de Emil Cioran: Deus é um desespero que começa onde todos os outros acabam. Se estamos em evolução, parece todavia que os crédulos não - aliás, como podia ser de outro modo se o próprio Deus não evolui?
As igrejas, os credos, as confissões e as religiões são o maior «negócio da China» alguma vez congeminado pelo vampirismo teológico, pois vendem-se soteriológicas promessas de redenção sem amostra concreta do produto vendido, garante-se divina protecção, embora faça parte do sacrifício e da contingência de existir o ser atropelado, morto, violado, espancado, roubado, ter dor de dentes, apanhar uma intoxicação alimentar... Assim é fácil e a exploração da pobreza espiritual fica a custo zero!
Poder-se-á objectar: é estúpido fazer uma relação de causa-efeito entre um atropelamento e o acto de peregrinar a Fátima, como se a Fátima só os imortais peregrinassem. Muito certo, mas é aí que está o cerne da questão, pois a imortalidade aniquilaria o fenómeno religioso como a fé e os peregrinos (deste e de todos os credos) são, afinal, tão atropeláveis como os não crentes e apesar de estes não apelarem à divina providência e protecção. Em terra de cegos...
Já agora, o condutor ficou bem?

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terça-feira, abril 01, 2008

Em ninho de cucos / 19

Uma das (infelizmente) poucas medidas aceitáveis que este governo quer implementar - e que só peca por tardia - é a de extinguir o divórcio litigioso. E, talvez por isso, o clube de solteiros profissionais que reúne sob o epíteto de Comissão Episcopal Portuguesa rosne perante um pontual projecto de lei sensato, socialmente pertinente e ajustado a um Estado laico, composto de cidadãos livres, autónomos e intelectualmente emancipados. Persistem os nostálgicos dos autos-de-fé e salazarentos atavismos de outrora em não discernir a mudança cultural inevitavelmente operada: a igreja romana já não tutela indiscriminadamente - graças a Deus! - as consciências com a opressão dos estúpidos e erróneos dogmas emanados de abjectos Concílios dos tempos em que o Sol girava à volta da Terra.
Como continuar a dar ouvidos a esta canibal e anticrística legião de papa-hóstias, cúmplices e fautores dos mais hediondos crimes contra a humanidade, títeres e mentores de déspotas, adversários da democracia e discriminadores de divorciados, homossexuais e mulheres? Afinal, quais lóbistas impenitentes, o que este aglomerado de vendilhões do templo e vestidos de sotaina pretende já não é só regozijar-se com o penoso cenário de cônjuges desavindos a arrastarem o corpo e as economias pelos corredores dos tribunais, mas, no limite, contaminar os governantes com o veneno das suas execráveis idiossincrasias para banir o divórcio (amigável ou litigioso) do nosso ordenamento jurídico.
No fundo, o que os gestores portugueses da multinacional vaticana prezam, promovem e defendem é o seu lucrativo negócio milionário de almas, esmolas, ilusórias redenções, esperanças de salvação, vãs promessas e paraísos celestiais. Não lhes basta as injustificáveis benesses de «concordatas» e afins privilégios infames concedidos pelo Estado laico, e ainda vociferam desavergonhadamente contra imperativos de elementar justiça social... Vale a esta multidão parasitária e improdutiva que o medo da morte e a pueril crença em irracionais ressurreições ainda movem muitos pobres de espírito que os alimentam nos seus dilatados estômagos e na sua episcopal soberba.
Que moral têm estes celibatários para determinar ao Estado laico a autista protecção do casamento? Acaso alguém já viu um vegetariano defender as superiores virtudes da dieta omnívora? Ao clero católico só o diabo, e com muita paciência, os perdoa!

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sexta-feira, março 14, 2008

Em ninho de cucos / 18

Nem só de ladaínhas vive o ritual católico e, para quem duvide da sacra importância e santa utilidade social do seu clero, eis agora uma prova do árduo labor místico-introspectivo do Papa Ratzinger e seus apaniguados: numa esforçada tentativa de modernização, a madre igreja romana adicionou meia-dúzia de pecados que vêm engrossar o tradicional rol das sete viciosidades mortais que nos atormentam há mais de 1500 anos e congeminados pela insípida imaginação de Gregório I e seu séquito - meu Deus, como é possível anatemizar a luxúria, a gula ou a preguiça?
Num rasgo de profunda hermenêutica sociológica, a papista instituição aponta o iluminado dedo à pedofilia, à poluição ambiental, ao aborto, ao tráfico de droga, à riqueza desmesurada e à manipulação genética. Por conseguinte, podemos seguramente inferir que, graças à condenação da pedofilia, o inferno vai ficar reforçadamente provido de padres católicos (nem no inferno um pecador ficará em paz!); por outro lado, a transgressão por tráfico e consumo de drogas vem demonstrar a antipatia desta igreja pela concorrencial alienação humana e edificação de paraísos virtuais, não havendo que condescender na partilha de clientela entre deus e a heroína ou a cocaína. Além disso, aprecio particularmente a da poluição ambiental: será desta que se vai, por exemplo, diminuir o consumo de cera e deixar de poluir a atmosfera com incenso queimado e expelido pelas narinas dos turíbulos? Era uma santa ideia...
Claro que sobre o aborto já estamos conversados, pois só há memória de autos-de-fé dirigidos a crianças e adultos, nunca a mulheres grávidas (será?), mesmo que Tomás de Aquino, do alto da sua anafada sapiência, tenha sido contrariado por Pio IX na asserção de que o embrião só ganha alma a partir dos 40 dias de gestação (há contabilidades que deus só revela a certos dignitários, apesar de nos amar por igual). E acerca do opróbrio da riqueza desmesurada, afigura-se plausível crer que a vaticana igreja se vai desfazer do milionário acervo de bens que possui, distribuindo-o pelos pobres de todo o mundo, bem como vai ser comovente testemunhar Bagão Félix, Durão Barroso, Jardim Gonçalves, Cavaco Silva, Santana Lopes, Marcelo Sousa, José Sócrates, Paulo Portas, César das Neves e tutti quanti têm favorecido as assimetrias sociais e económicas e a corrupção da justiça social, em penitente cortejo e sacrificial genuflexão pelo terreiro do shopping de Fátima... Deus tenha dó deles!
E isto só para falar da lusitana raça de pecadores, pois, como refere o sábio monsenhor Gianfranco Girotti (italiano, pois claro), responsável por uma coisa chamada «Tribunal da Penitenciária Apostólica», a globalização trouxe ao pecado uma dimensão social e já não apenas pessoal. Ao pé disto, todos os filmes de terror não passam de inócuos contos infantis!

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quinta-feira, março 13, 2008

Em ninho de cucos / 17

Há uns quinze dias, li uma entrevista daquelas que não são apenas pretexto para promocional divulgação de uma mensagem e fátua exibição do entrevistado, servindo também para revelar a rude estreiteza de horizontes sobre o mundo, a vida, a sociedade e o homem. Refiro-me às declarações de José Policarpo ao semanário «Sol», em que, a dado momento, o luso capataz do Papa asseverou:
"Desde que se quebre o coeficiente de equilíbrio, a sociedade fica aberta a ser ocupada por gente vinda do terror e vinda do Ocidente e do Oriente como diz o Evangelho. O que faz com que seja previsível que, dentro de alguns anos, as sociedades europeias percam a sua fisionomia do ponto de vista religioso, do ponto de vista comportamental, cultural. Como se sabe, já há sociedades europeias a braços com a multiculturalidade e com a dificuldade de harmonia entre as diversas procedências da população, de que por um lado precisamos."
Se terror há, é o do conteúdo ideológico profundamente xenófobo que José Policarpo veicula, sustentado em pressupostos sem fundamento racional, ecuménico e humanista. O cardeal destas paróquias denota uma fervorosa simpatia pelos hediondos ideais de extrema-direita (não será ele filiado no PNR?), segundo os quais há que incrementar o coito que potencie a reprodução da nacional e europeia estirpe contra a «gente vinda do terror», piores que degenerados invasores marcianos, que ousam profanar o reduto cristão que caracteriza o edénico espaço europeu.
Esquece porventura o vaticano delegado que a igreja que representa invadiu, a partir da Europa, o mundo inteiro em evangélico genocídio cultural, impondo a ferro e fogo as suas falsas verdades pelos cinco continentes (e mais houvesse!), cúmplice das mais execráveis prepotências e arbitrariedades que envergonham a dignidade humana? E sente-se agora acossado pelos novos bárbaros que vêm de Oriente e de Ocidente? Até quando vão ter tempo de antena estes canhestros provincianos, para os quais os «estranhos» só devem pisar solo abençoado se for para trabalharem como escravos, "de que por um lado precisamos"? E o respeito pelos católicos de multiculturais paragens?
Antes estivesse esta asséptica gente preocupada com bem mais legítimas preservações, como a do lince ibérico ou da floresta amazónica... Saiba José Policarpo que «a gente vinda do terror», venha de Oriente ou de Ocidente, de Setentrião ou de Meridião, sejam cristãos ou não, são acima de tudo seres humanos tão terráqueos como qualquer papa-hóstia!

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terça-feira, janeiro 29, 2008

Em ninho de cucos / 16

Tanto se tem falado na acção inspectiva da ASAE mas, ao que parece, há grandes e bem lucrativas empresas - como a santa madre igreja italiana - que têm escapado a tão rigoroso e austero controlo por parte da equipa de António Nunes. Por exemplo, como é possível que as hóstias continuem a ser servidas à mão de padre, sem estarem embaladas e etiquetadas com o comprovativo da sua composição (por exemplo, saber se a farinha é ou não transgénica)? - sim, que o corpo de Cristo não dá para tanto e a transubstanciação é ideia parola que não ilude o fisco! Como tolerar que, em certos rituais cómicos, se deixem acumular ósculos nos pétreos pés dos meninos-jesus ou nos ditosos anéis das pardas eminências, sem ao menos cuidar em passar um toalhete húmido (como os que se usam nas marisqueiras para lavar e eliminar o cheiro dos crustáceos e moluscos; ou os que, em complemento de cueiro, se destinam a higienizar as infantis nádegas)? Como aceitar que, face à nova lei do tabaco, se continuem a queimar velas e os turíbulos teimosamente despejem incenso, emanando carcinogénicos odores? E onde está a análise de qualidade da água a que chamam benta e que aspergem pelo híssope? E os presépios patrocinados pela vaticana gente, nos quais os figurantes não têm a marca «CE»?
E, nesta instituição com tão elevada concentração de beatas por m2, estes são apenas alguns singelos exemplos de como é legítimo protestar contra tão flagrante discriminação positiva, provando que, lamentavelmente, de laico o país pouco tem.
Por fim, e a julgar pela imagem comovente que encabeça esta diatribe, suspeito que a ingestão de hóstias não seja benéfica para a inteligência e, como digestivo amuleto, já conheceu melhores dias! Em nome do Pai...

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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Em ninho de cucos / 15

Se o bispo o diz, é porque é verdade, que a iluminação e inspiração divinas são tão infalíveis como dois mais dois serem seis! E, neste caso, não há qualquer indício ou esboço de um mau uso da retórica: defendendo tão simpática asserção - "a família é o alicerce da paz" -, podemos concluir que é por isso que esta subespécie conhecida de venerandos celibatários não se compromete conjugalmente (Maria só houve uma e parece que nem coberta foi por José), que a paz na Terra desviaria a humana ambição de eternidade celestial, o que seria contraproducente com os lucrativos propósitos eclesiais. Vão debicando aqui e ali uma ou outra paroquiana, um ou outro miúdo, mas nada de selar oficialmente «amizades», que seladas estão só com Iavé (seja lá o que Este for).
Se "a família é o alicerce da paz", por que razão mantêm estes membros da católica tribo o princípio sacerdotal do celibato? Pelo menos, poderiam aprender a deixar de fazer a guerra para com a vida que nos cabe viver e de nos atormentar com as promessas vazias do seu negócio de almas, mais proveitosas que todos os negócios da China...
A afirmação em apreço bem podia ser proferida em plena época alta da Inquisição e o celibato bem pode ter uma causa hormonal: não aliviar convenientemente a testosterona pode tornar belicoso o espírito e desembocar, afinal, na guerra! Bom Freud...

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sexta-feira, dezembro 28, 2007

Em ninho de cucos / 14

Não tem termo a sucessão de sofismas com que a igreja dos papa-hóstias ilude a verdade com ficções ancoradas no medo do pecado e na crucificação da vida. Acusar o ateísmo de tirar o sentido à época natalícia e os ateus de serem culpados pelos crimes cometidos em nome de Deus é só mais uma prova da imbecilidade e má-fé dos que se apropriam da mensagem do defunto nazareno que consideram deus.
Infelizmente, e ao contrário do que erroneamente rosna Policarpo, os humanos seres não "estão a esquecer Deus" suficientemente. Este cardeal é que parece esquecer (ou escamotear) a História, que ensina que as grandes tragédias da humanidade são indissociáveis do fenómeno religioso: é quando o Homem se lembra de deus - nas suas múltiplas acepções, facetas e credos - que se instala o conflito, o obscurantismo, a opressão teocrática. Nem parece que Zé Policarpo faz parte da cúpula da hierarquia de uma instituição que é das mais criminosas da História, que matou arbitrária, injustificada e cruelmente milhões de pessoas ao longo de séculos (e que ainda hoje exerce censura e contribui para o imobilismo social). Ceifar vidas não é, seguramente, uma tarefa cristã nem legitimadora da Igreja papal nem da sua moral retrógrada, bafienta e mentecapta.
Acaso a ignorância do vaticano clero é tão grande que desconhece que, mesmo na actualidade, não esquecer Deus perpetua as tragédias humanas? O que se passa na Palestina entre judeus e islamistas? E nos Balcãs: entre católicos croatas e ortodoxos sérvios, entre estes e islamistas bósnios e albaneses? E na Irlanda do Norte entre protestantes e católicos (todos eles cristãos!)? E em Caxemira entre islamistas e hindus? E no Sudão entre cristãos, animistas e islamistas? E na Nigéria, na Etiópia e na Eritreia entre cristãos e islamistas? E no Sri Lanka entre hindus tâmil e budistas cingaleses? E na Indonésia e Timor entre islamistas e cristãos? E no Cáucaso: entre ortodoxos russos e islamistas chechenos, entre cristãos arménios e islamistas azeris?
Sr. Zé Policarpo: não brinque com coisas sérias e interceda junto do seu actual chefe alemão para que, finalmente, a Igreja Católica páre com a consagração da mentira e deixe de insultar a inteligência das pessoas. Só os parasitários cleros de todas as confissões teriam a perder com o "esquecimento de Deus"!
Deixem os ateus e o ateísmo em paz e na sua nobre missão de esclarecimento de que a construção de uma efectiva Ética universal se funda na Razão e não no irracional preconceito sustentado em dogmas de fé gerados desde o tempo em que o Sol girava à volta da Terra, que boiava na água, e Adão e Eva habitavam o paraíso!

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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Em ninho de cucos / 13

É infernal a fúria arrebanhadora desta multinacional italiana de almas: nem os fetos escapam à estratégia de angariação e fidelização da clientela. Para os papistas, a crença religiosa forma-se por imposição cultural e ca(te)quética manipulação, e não por livre convicção assumida por pessoas maduras e adultas; o baptismo de crianças é o conveniente e precoce acto de arregimentação acenado por disparates teológicos que vêm desde patetas como «Santo» Agostinho e outros energúmenos «santos» padres que fazem a absurda e pouco bíblica «Doutrina & Tradição» desta totalitária instituição sediada no Vaticano.
Como se vê, este eclesial comportamento para com os inocentes - os pobres, os pobres de espírito, os analfabetos, as crianças - nem os que ainda estão para nascer poupa e deixa de fora, tal como os pedófilos impõem o seu deslocado fervor hormonal a ingénuas e imberbes criaturas. Como censurar estes e elogiar uma igreja igualmente perversa?
E, já agora, se, como rosna a misoginia católica pela voz de Policarpo, "toda a mulher é mãe, mesmo que não gere filhos", o mesmo princípio legitima que se defenda que "todo o padre é pedófilo, mesmo que não apalpe as criancinhas na solidão das sacristias". Como pode haver mulheres que não prezam a sua dignidade de género e alinham nestes hediondos esquemas?! Amarão realmente os rebentos por vir?

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quinta-feira, dezembro 20, 2007

Primum vivere deinde philosophare - 71

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terça-feira, dezembro 18, 2007

Superbriga - 6º episódio


Estamos em Dezembro e, não há dúvida que, com o Inverno à porta, o frio já se faz sentir em todo o país. Porém, este ano o clima está mais gélido no sul, sobretudo para os lados da 2ª circular, com temperaturas negativas que até já carecem de actualização: vive-se por ali abaixo dos -10ºC! Já nem o calor humano é antídoto...

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sexta-feira, dezembro 14, 2007

Humores # 18

No hospital, diz o médico:
- O senhor é o dador de sangue?
- Não, eu sou o da dor de cabeça!
Uma mulher entra numa loja de roupa e pergunta:
- Vendem camisas de noite?
- Não, de noite estamos fechados...
Vai um velhote na auto-estrada quando a mulher lhe liga:
- Sim?
- Olha, querido, tem cuidado! Deu agora nas notícias que, na auto-estrada, vai um carro em sentido contrário!
- Um? Eles são às dezenas!
Dois miúdos estão a conversar:
- O que é que o teu pai faz?
- É advogado.
- Sério?
- Não, um dos normais.

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Primum vivere deinde philosophare - 70

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terça-feira, dezembro 11, 2007

Primum vivere deinde philosophare - 69

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Legendar o silêncio icónico (73)

"Ladrões! Pra cima de dez bandidos!"
(Como o protocolo oficial branqueia ditaduras de Estado!)

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Humores # 17

1. Um homem chega a casa e encontra um amigo com a sua esposa na sua própria cama. Vai ao esconderijo doméstico buscar a pistola e mata-o com três tiros. Irritada, a esposa comenta: "Se continuares a comportar-te assim, vais acabar sem amigos!"
2. Um aluno diz à professora: "Não quero alarmá-la, mas o meu pai diz que, se as minhas notas não melhorarem, alguém vai levar uma sova!"
3. Dois amigos encontram-se depois de muito anos:
- Casei, tive filhos, separei-me e já fizemos a partilha dos bens.
- E as crianças?
- O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.
- Então ficaram com a mãe?
- Não, ficaram com nosso advogado.
4. Conversa entre reclusos numa cela:
- Porque é que vieste cá parar?
- Concorrência económica.
- Como assim?
- O governo e eu fabricamos notas iguais...
5. O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer-lhe a palavra de Deus.
- Pura perda de tempo, senhor padre... Daqui a pouco vou falar com Ele pessoalmente. Algum recado?
6. Dois velhinhos na conversa:
- Você prefere sexo ou Natal?
- Sexo, claro! Natal há todos os anos - enjoa!

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quinta-feira, dezembro 06, 2007

Primum vivere deinde philosophare - 68

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terça-feira, dezembro 04, 2007

Legendar o silêncio icónico (72)

Nalguma coisa havíamos de estar num honroso 1º lugar!
(Como é fácil reduzir o défice em Portugal!)

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quinta-feira, novembro 29, 2007

Legendar o silêncio icónico (71)

Uns vivem em maus lençóis e outros em melhores toalhas!
(Há coisas que não se usam ao contrário!)

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